quinta-feira, 24 de março de 2016

O desmatamento da alma

O desmatamento da alma completou, em 2016, 20 anos de existência. Começou a ser escrita em forma de letra de música (como a maioria das outras poesias) e "evoluiu" para poesia há apenas alguns anos. Foi reescrita inúmeras vezes e não há previsão exata de finalização. Apenas pode-se dizer que se trata de uma obra existencialista e ambiciosa. Há muito carinho pelo Desmatamento da alma... muito carinho. Talvez nunca se decifre o que há de mensagem dentro dela, talvez nunca se chegue a uma conclusão. Apenas digo que tudo o que há dentro de mim está aqui. Talvez nunca mais escreva algo tão sensacional quanto O desmatamento da alma, mas, considero-me feliz por tê-la por aqui.

MINHA TERRA DESOLADA

Minha terra desolada é mais que uma homenagem a T.S.Eliot. Antes disso é meu "grito de liberdade" diante de qualquer falso moralismo ou ideologia que tanto observei em minha carreira artística (tanto como músico quanto como escritor). A poesia em si só traz uma carga depressiva e uma tristeza que já me foram muito caras em datas passadas mas hoje em dia, graças a Deus, fazem parte apenas de um passado. Antes de se tornar uma poesia, Minha terra desolada era uma canção chamada Uma nova forma de prazer (parte do repertório de minha banda de rock underground) apresentada ao público lá pelos idos de 1998. A poesia traça um paralelo entre meu estado de espírito e o país, porém, também relata o prazer que advém de toda essa dor contida. Pode-se dizer que o glamour de toda dor no mundo (não faça confusão entre miséria e sadomasoquismo) já é bem explorada pelo cinema mundial e pela indústria da música, porém, na literatura todo esse glamour tem de ser bem escrito e a única forma que encontrei até agora foi através da poesia. Talvez surja a oportunidade de escrever um romance em um futuro próximo, porém, ainda não está em meus planos.

O CASTELINHO MAIS IMPORTANTE DO MUNDO

A ideia de escrever sobre a separação de meus pais de uma forma mais suave (voltada ao público infantil) surgiu um dia em que discutia sobre o assunto com a minha esposa. Apesar de ainda ser um tópico "espinhoso" dentro de casa, muitos dos demônios interiores já foram eliminados. O ditado "o tempo cura todas as feridas" ainda é uma verdade absoluta (quando se está aberto a essa opção, claro). A ideia evoluiu conforme foram passando os dias até que chegou o momento de se colocar no papel tudo o que estava engasgado. Dois livros então surgiram dessa 'ideia inicial': Sobre os filhos de Eloíza
(romance autobiográfico voltado ao público adulto) e O castelinho mais importante do mundo (voltado ao público infantil) . Quando finalizado, o livro foi lido pelos meus sobrinhos queridos (Lorena, Gabriel e Pedro) e apenas observei sua reação frente a uma verdade que era de toda a família. Sua emoção ao ler os trechos dedicados a eles me deixou feliz. havia cumprido meu papel com o livro: extorquir os demônios que ainda restavam dentro de mim. Apesar de conter alguns trechos um tanto quanto "ácidos", a literatura é leve, porém, recomenda-se que seja lida pelos pais da criança (e não por ela mesma) por causa do uso excessivo de metáforas inseridas ao texto (docinho, cavalo prateado, nuvem negra...) e por causa do tema principal: SEPARAÇÃO. Bem, espero que apreciem a leitura e adotem o livro caso vejam a necessidade em suas casas.